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Em jeito de balanço...!

Estamos quase a completar o nosso segundo aniversário e, em jeito de balanço, salientamos um percurso pautado por diversas iniciativas direcionadas para a formação contínua dos tradutores, nomeadamente uma conferência internacional.

Neste âmbito, organizámos a formação “Sou Tradutor e Agora”, que aborda vários temas práticos e pretende dar respostas às dúvidas dos recém-chegados ao mercado de trabalho. Na sequência de protocolos firmados com diversas instituições de ensino superior, realizámos a primeira sessão desta ação de formação na Universidade Autónoma de Lisboa, no passado mês de dezembro.

 

Consideramos que o balanço desta sessão foi francamente positivo e destacamos a extrema simpatia com que fomos recebidos, bem como a recetividade e a atenção dos participantes.

 

Partilhamos convosco as palavras de quem lá esteve:

“Fiquei muito satisfeito por ter assistido à formação “Sou Tradutor e Agora”. Os formadores abordaram os temas de uma forma muito esclarecedora e eficaz.

A organização do evento foi impecável, incluindo máxima pontualidade e perfeita gestão dos tempos. Para mim foi, sem dúvida, a primeira de muitas outras formações organizadas pela APTRAD. Parabéns a toda a Equipa!”

Alessandro Asciuto

 

“Venho por este meio agradecer a formação realizada, bem como a pertinência da informação veiculada. No meu caso pessoal, foi muito proveitosa a informação sobre as principais redes sociais que um tradutor deve utilizar (…)

 

Embora só tenha ainda experimentado o trabalho de tradução no âmbito de um estágio curricular, já deu para perceber que a gestão é outro alicerce fundamental do trabalho de um tradutor freelance. Apreciei particularmente as sugestões sobre como organizar as pastas.”

 

Anabela Mendes Nascimento

 

“Quero desde já agradecer a simpatia e a disponibilidade dos formadores da APTRAD, para nos ajudarem a esclarecer possíveis dúvidas.

 

Pessoalmente, a formação ajudou-me com dicas sobre as CAT tools, uma das formações que gostaria de ter futuramente convosco (…)

Espero poder angariar novos clientes, e a vossa formação ajudou-me nisso.

 

Fico a aguardar as vossas futuras formações e conferências, também aqui no Porto, para poder participar.”

 

Liliana Alvim

São, sem dúvida, palavras de incentivo que contribuirão para continuarmos o trabalho que temos vindo a desenvolver.




Publicada em: 29/01/2017


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Perspectivas em loop

Se considerarmos os grupos de tradutores no Facebook como barómetros para aferir dos assuntos e das preocupações que mais nos ocupam a cabeça, poderíamos compilar uma lista mais ou menos assim:

  • Preços baixos;
  • Pretensos tradutores, vulgo pessoas que têm conhecimentos de línguas e acham que isto é tudo um "mar de rosas" e podem fazer uma perninha por aqui;
  • Erros de tradução seja porque foi feita com o Google translator ou algum dos seus primos ou... vá-se lá saber porquê;
  • Clientes que não entendem a complexidade do nosso trabalho, ou que resolvem encher-nos a caixa de correio com pedidos absurdos

Olhando assim com calma e com o distanciamento possível sobre um mundo que é o meu e sobre o qual será sempre difícil ter uma opinião totalmente isenta e não marcada pela minha experiência, considero que a inquietação revelada nos três primeiros pontos da lista terá uma base comum que dá pelo nome de insegurança.

Esta insegurança, totalmente injustificada, por sinal, mina a nossa auto-estima, a nossa determinação, o foco que deveríamos manter na progressão da nossa carreira e acaba por pautar a nossa forma de actuar enquanto profissionais. Portanto, a ideia é eliminá-la por completo.

Desenvolverei a minha opinião sobre essas três preocupações noutra altura. Hoje, gostaria de vos deixar algumas notas sobre o quarto ponto, a tal incompreensão por parte do outro (cliente/amigo/todas as pessoas que não sejam tradutores) com o objectivo de funcionarem como "food for thought":

Peço-vos então um momento de reflexão e que respondam mentalmente às seguintes perguntas:

  • Sabe avaliar a complexidade do trabalho de um fisioterapeuta? (não, não é só agarrar a perna ou o braço e puxar);
  • Ou tem noção da imensidão de leis, condicionantes, estudos e afins que um engenheiro civil tem de considerar quando trata de um projecto de uma casa? (pois, parece que não é só fazer copy-paste do último e dar bitaites aos clientes);
  • Ou da lista interminável de assuntos que o dono do restaurante onde costuma ir tem para decidir? (não basta contratar o chef, ter as mesas postas e a porta aberta);
  • Ou por quantas mãos passa e quanto tempo demora a confecção daquele casaco de que tanto gosta? (quem visita uma fábrica de confecção, por exemplo, ficará admirado com a quantidade de fases em que é repartida a feitura de uma peça).

Serão exemplos básicos mas diria que a resposta mental ficou assim pelo lado da negativa. Acertei?

É normal não sabermos avaliar um trabalho sem antes termos conhecimento dos passos que levam à concretização do mesmo tal como os outros poderão não saber avaliar o nosso. Portanto, de todas as vezes que um cliente lhe pedir um trabalho de 200 páginas para amanhã, não vale a pena revirar os olhos, ou perder energia a irritar-se, ou sentir-se ofendido e incompreendido, ou achar que o mundo está perdido porque os outros não sabem coisas tão simples e elementares. Basta explicar quantos dias são necessários para terminar aquele trabalho nas condições que pretende oferecer. Tão simples como isto. Porque, na verdade, estaremos todos no mesmo patamar, é só a perspectiva do momento que muda.

 

Sobre a autora

Licenciada em Tradução, trabalha como tradutora freelancer desde 2006. Antes disso, trabalhou na área da exportação em contexto empresarial, foi formadora, esteve (profundamente) envolvida na fundação e dinamização de uma organização relacionada com a defesa do património natural e construído.




Publicada em: 18/01/2017


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